Deus que parou em EU

Olá, olá, caros leitores deste blog. Após quase 7 meses, quase uma gestação inteira, volto a escrever aqui. Nesses últimos tempos me retirei, parei de postar, mas isso não quer dizer que parei de pregar. Deus tem me dado outros momentos para exercer tal função.

 

Anyway, vamos ao que interessa. Primeiramente vou explicar o significado do título, ou melhor, não vou não, só espero que entenda ao término.

Como vai a sua vida com Deus? Provavelmente você deve ter respondido: “Tudo bem, sem problemas”. Agora, olhe pra sua vida do ponto de vista de Deus. Repito a pergunta: Como vai a sua vida com Deus? É, o Deus perfeito, amoroso, justo, compassivo, maravilhoso; é esse mesmo. Como vai sua vida com ele? Se sua tentativa de resposta se resume a um ‘tudo bem’, cuidado, você estar acomodado com sua vida espiritual. Você pode ter chegado a um ponto que pensa que Deus não pode acrescentar nada a você e que já conhece o suficiente dele.

 

Isso tudo acontece porque, ao nosso ver, nos esquecemos de quem provém tudo a nós, seja comida, água, dinheiro, trabalho, estudo, família, amigos, bem-estar; e acabamos tendo essas coisas como rotineiras. Não agradecemos de joelhos a cada dia por tudo que Deus tem feito por nós. É o homem pensando que depende só de seu esforço para prosperar e vencer na vida. Vitória essa não me referindo a material, mas sobre suas dificuldades e tentações que o virão provar.Outras coisas podem ser embasadas no título. Na igreja que você comunga provavelmente conhece várias pessoas, e, tendo como ponto pacífico que deveria ser uma família, apesar de ocasionais ‘choques’, buscam a santidade em Cristo juntos. Certo? Agora lhe pergunto, você se solidariza com os problemas dos seus irmãos? Os ajuda quando estão em dificuldade? Os procura quando começam a se afastar da igreja? Serve de ombro se quiserem desabafar? Agora, será que, pelo menos, percebe quando seu irmão / irmã está passando por alguma dificuldade e precisa de auxílio? A nossa insensibilidade chega a tal ponto, que, às vezes, havendo alguém com problemas tenebrosos ao nosso lado, não dedicamos nem, no mínimo, orações a ele ou ela. Será que chegamos num estágio de enclausuramento tão grande em nós mesmo, que estamos fechados às necessidades do próximo? Nos aprisionamos em nossa própria mediocridade e não seguimos o exemplo daquele, que antes de tudo, despiu-se de sua infinita glória, desceu a essa terra de malícias e entregou-se para que tivéssemos vida, Jesus Cristo, o próprio Deus homem.

 

Jesus também nos diz para negarmos a nós mesmos, negar os nossos impulsos consumistas, nossas vontades terrenas, nossas paixões carnais, nossa vontade de pecar para seguirmos a ele em espírito e em verdade. Mas o problema é que, sinceramente, muitos de nós não estão preparados para assumir tal responsabilidade. Nos batizamos, fazemos profissão de fé, confessamos o nome de Cristo como único e suficiente salvador, e quando ele nos comanda fazer alguma coisa, como ajudar ao seu irmão, chorar com os que choram, convalescer-se pela causa dos mais pobres, fechamos as portas do nosso coração como um motorista com medo de ser assaltado no semáforo; e ainda achamos que estamos nos protegendo.

Estamos nos protegendo de que? De ajudar a um amigo? De socorrer a alguém que conhecemos? De mais intimidade com um irmão na fé? Ou será que o nosso medo é arriscar que os outros nos conheçam melhor, e daí, saber quem é esse EU.

 

Quando ao título, é uma alusão da trajetória do homem. Primeiro Deus o criou, o fez perfeito e puro, mas o homem resolveu seguir seus instintos e pagamos o preço destes instintos até hoje. Daí, após a separação, o homem deixou de seguir aos mandamentos de Deus, e viram a necessidade de unirem-se em seus grupos; então o foco não era mais Deus, e sim, EUS, ou seja, o grupo. Com o passar do tempo, o espírito de individualidade, ganância pelo poder e riqueza, busca de ideais egoísta, o homem nem mais liga para os grupos aos quais pertencem, mas buscam a satisfação do seu próprio EU. Conclui-se que queremos tornar DEUS em EU.

Miseráveis que somos ao sequer pensar em tal petulância.

Encerro esta postagem com o seguinte conselho: Sejamos mais sensíveis às necessidades dos outros e menos as nossas próprias. Busquemos a unidade em Deus, e sempre colocando ele em primeiro lugar, e ele abençoará a nossas igrejas, a igreja invisível de Cristo, que reinará com o Messias no momento certo. Amém!

 

I pray that God help us being bolder than ourselves, seeking a greater good, which is his Glory above our egoistical desires.

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